Prazer é sinônimo de felicidade? E Tenho buscado o prazer a qualquer preço? | Católicos na Bíblia

Prazer é sinônimo de felicidade? E Tenho buscado o prazer a qualquer preço?


Verdades e erros de uma busca que inquieta o coração humano. Dizê-lo nunca é demais, ainda que se saiba. Prazer não é sinônimo de felicidade. Em certos casos pode até ser, mas não necessariamente e nem para sempre. O prazer que traz felicidade no momento presente pode ser a causa da infelicidade amanhã ou depois.Quem não pensa assim, confunde as coisas e complica a vida. Prefere ser feliz agora, já, com o máximo de prazer, imediatamente.

E quando acontece uma gravidez indesejada, um aborto que massacra mãe e filho ou uma doença incurável, o prazer de ontem já é a dor de agora. O mesmo se pode dizer da droga, da bebida…

A felicidade

A infelicidade costuma ser o resultado, a curto ou longo prazo, da busca da felicidade a curto prazo e de qualquer maneira.

Felicidade é outro departamento. Mas devemos admitir, de uma vez por todas, que momentos felizes não são o mesmo que felicidade. Essa mentalidade errônea já fez vítimas demais. Somos chamados a cultivar a felicidade como um todo e não viver apenas momentos felizes. Aliás, quem busca a felicidade do momento a qualquer preço demonstra não saber o preço da felicidade.

E toda vez que buscamos numa pessoa ou numa coisa a felicidade a qualquer preço e o prazer sem limites, estamos buscando a dor de amanhã.

Os limites

Rosas são bonitas e nos dão prazer ao apreciá-las e sentir o seu perfume. Mas dão prazer e felicidade por muito mais tempo quando ficam na roseira. Ao arrancá-las, matamos a rosa e ficamos felizes por apenas três dias.

A pessoa que não põe limites à busca do prazer – bebe demais, fuma demais, busca sexo permissivo e afetos desordenados – não entende ou não consegue entender isso. Se aceitassem menos prazer teriam prazer por mais tempo. É o que o povo, na sua sabedoria, ensina, quando diz que o apressado come quente, queima a língua e dói o dente… Prazer demais adoece e tira a alegria.

Seria lindo se todos entendêssemos isto. Às vezes, a renúncia de agora é o prazer de amanhã.

Mas quem é capaz de aceitar esse tipo de conselho quando adotou o prazer como ídolo em sua vida?

Tenho buscado prazer a qualquer preço?

Os jovens são incentivados, a todo o momento e por diversos meios, a buscar o prazer a qualquer preço

É um grande desafio para a juventude viver a castidade até o matrimônio, a chamada “castidade da juventude”.

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, a castidade “significa a integração da sexualidade na pessoa. Inclui a aprendizagem do domínio pessoal”. É uma vivência que, aliada à ordenação dos desejos, torna-nos sempre mais semelhantes a Cristo, conduzindo-nos a uma busca pela santidade de maneira responsável.

Entretanto, a castidade é um grande desafio para os casais de noivos no tempo que antecede o matrimônio, pois vários são os fatores que servem de estímulo à prática da relação sexual antes do casamento em uma sociedade supererotizada.

Nesse contexto, no qual o jovem vive a sua sexualidade, eles são incentivados, a todo o momento e por diversos meios, à busca pelo prazer a qualquer preço, resultando na prática de relações sexuais pré-matrimoniais, também conhecida como fornicação.

Há os que buscam o sexo por “aventura” ou uma relação sexual “ocasional”, tipo de envolvimento que ocorre quando o jovem, na busca pelo prazer, numa simples experiência pessoal e prazerosa, faz da outra pessoa um objeto de satisfação momentânea. Trata-se daqueles encontros que, de modo geral, acontecem em bailes, festas, na rua ou mesmo em casas de prostituição. Existe também a relação sexual entre namorados que ocorre quando o casal inicia um relacionamento heterossexual com algumas características singulares (conhecimento mútuo, amizade, respeito, carinho), mas, apesar disso, encontram-se em um estágio de superficialidade, pois desconhecem a linguagem do amor.

Como nos casos citados anteriormente, mesmo entre namorados trata-se de um modo de satisfação momentânea, uma busca irresponsável pelo prazer, pois ainda não existe um compromisso amadurecido.

Outra forma de praticar o ato sexual, que vai totalmente contra os preceitos da Igreja, está presente na relação sexual “extramatrimonial”: o adultério.

A relação sexual vivida em um amor autêntico é entrega pessoal total e definitiva, por isso precisa estar acompanhada do compromisso definitivo selado diante de Deus e da comunidade. Qualquer que seja o propósito dos que se envolvem em relações sexuais prematuras, ainda que realizadas com sinceridade e fidelidade, por si só, não é o meio mais adequado para garantir a relação interpessoal verdadeiramente honesta entre um homem e uma mulher e para protegê-los contra os devaneios, as fantasias e os caprichos das paixões. Portanto, a Igreja convida os noivos a viverem a castidade na continência. “Nessa provação, eles verão uma descoberta do respeito mútuo, uma aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus” (CIC 56).

Torna-se cada dia mais necessário e urgente que as famílias cristãs católicas deem testemunho de respeito, fidelidade, amor, carinho e do verdadeiro valor do matrimônio e da família. Assim, serão exemplos de um amor verdadeiro e honesto.

(Trecho do livro: “Sexualidade, o que os jovens sabem e pensam”)

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