Como entender que a Igreja Católica é Santa e não erra?


A Igreja Católica é santa, porque ela nasceu pela misericórdia de Deus. Ela é de Instituição Divina. “Jesus é a Cabeça da Igreja, que é o seu corpo (Cl 1,18). A Igreja Católica é santa porque tem como fundamento o Amor de Deus; os Apóstolos como colunas que a sustentam; e o manto sagrado de Nossa Senhora a cobre contra as ciladas do “dragão furioso” que insiste em perseguí-la (Ap 12, 13). A Bíblia é a Carta Magna que rege a missão dela e ilumina os trabalhos dela. A Igreja Católica é santa porque foi “batizada” pelo fogo do Espírito Santo em Pentecostes!

Alguém pode perguntar: “Mas, padre, a Igreja não erra? Não peca?” Os erros cometidos, no passado ou no presente, não são da Igreja enquanto Instituição Divina, mas sim, dos homens. E justamente por ser uma Instituição Divina é santa. O erro é sempre conseqüência da ação humana. Deus permitiu que nós, seres humanos, nos tornássemos membros desta instituição. Encontramos, claramente, na Bíblia o ensinamento que diz: “Cristo é a Cabeça da Igreja e nós somos os seus membros” (1 Cor 12, 12s). Sendo assim, a Igreja, que é santa, nos abriga e nos acolhe no seu seio de Mãe, apesar de estarmos sujeitos à fraqueza e ao pecado. Onde está o homem, está presente a possibilidade da limitação e do erro. Jesus nos escolheu para fazermos parte da Missão d’Ele, tornando-nos membros da Igreja d’Ele. Ele conhece o ser humano por dentro e por fora. Foi o Senhor quem disse: “Quem dentre vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra” (Jo 8,7).

É muito importante termos esta distinção bem clara: A Igreja Católica é santa e pecadora. Santa, porque veio de Deus. Pecadora, porque fazemos parte dela. Mas, nem as perseguições do diabo nem nossos erros terão força capaz de destruí-la. Pois, Jesus deixou esta garantia: “Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificareis a minha Igreja, e as portas do inferno nunca pervalecerão contra ela” (Mt 16,18).

Um outro ponto pertinente é o equívoco que os críticos mal intencionados ou mal informados cometem, que é a generalização. Ou seja, não é porque um membro da Igreja cometeu um erro que toda a Igreja errou. Os nossos erros não são da Igreja como um todo. Mesmo que algum equívoco tenha sido cometido em alguma época remota da história, ou na atualidade, por algumas pessoas, a Igreja não perde a santidade. Pois a santidade da Igreja está acima dos pecados humanos!

(1Pdr 2,9) “Mas vós sois a raça escolhida, o sacerdócio do reino, a nação santa, o povo que ele conquistou para proclamar as obras admiráveis daquele que vos chamou das trevas para a sua luz maravilhosa”.

O texto acima, aplica-se à Igreja Una, SANTA, Católica e Apostólica, fundada por Jesus Cristo sobre o Apóstolo Pedro que Jesus constituiu como fundamento visível da Sua Igreja. Esta Igreja é o povo santo de Deus.

A Igreja é Santa pois o Deus Santíssimo é o seu autor; Cristo o seu Esposo a santificou. O Espírito de Santidade a vivifica.

Embora congregue pecadores, ela é “imaculada” e composta por “maculados”.

Estamos vivendo um momento difícil na Igreja Católica, por causa do sensacionalismo dos meios de comunicação.

A mídia tem divulgado escândalos e infidelidades envolvendo membros da Igreja.

É profundamente lamentável que eles tenham caído na tentação, tenham ferido seus compromissos religiosos causando males e escândalos. Infelizmente, sabemos que houve casos verdadeiros, porém não podemos generalizar nem dar crédito a tantas manchetes alarmantes. Isto, pode suscitar nos corações das pessoas perplexidades e dúvidas em relação à Santidade da Igreja de Jesus Cristo.

Sabemos, que a Igreja conta com milhares de sacerdotes dignos e santos, que vivem o seu sacerdócio com todo empenho e alegria, e servem ao povo de Deus com zelo e santidade, realizando magnífico trabalho pastoral.

O que importa é que a Santidade da Igreja deriva da presença e da ação de Deus Santo, nela. A Igreja é animada pelo Espírito Santo que é a Sua ALMA.

Na Escritura diz:

(At2,1-4) “Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se”.

E o Espírito Santificador descendo sobre a Igreja é o Corpo Místico de Cristo que é a Sua Cabeça Santa.

Maria estava com os apóstolos durante a chegada do Espírito Santo. Maria é a Mãe da Igreja Nascente. Com muito amor ela ensinava aos primeiros cristãos tudo o que sabia sobre seu Divino Filho, sua missão e suas palavras.

A Igreja Santa é composta também por homens e mulheres, pecadores que erraram e erram e que sem justificar os erros dos seus filhos, pede perdão. Reconhece a fragilidade dos seus membros e a necessidade que têm de penitência e purificação.

Com o coração aberto e livre de todo e qualquer preconceito ou equívoco, olhemos com sinceridade para a história e vejamos que a Igreja Católica está presente em todas as áreas possíveis e imagináveis da vida humana. Ela atua como mãe junto às crianças, jovens e idosos; auxilia as famílias; atende os moradores de rua, resgatando a dignidade deles; num trabalho gigantesco socorre os pobres e miseráveis a ter o pão nosso de cada dia e também a receberem o Pão Vivo descido do Céu, que é o próprio Jesus. A Igreja, imitando a Jesus, socorre os enfermos do corpo e da alma. E ainda como mestra, ajuda muitas pessoas a saírem da “caverna escura” da ignorânica e descobrirem a fonte clara do saber, por meio de cursos de alfabetização, catequese e evangelização.

No Catecismo da Igreja Católica, art. no. 827 diz:

“Todos os membros da Igreja devem reconhecer-se pecadores. O joio do pecado continua mesclado ao trigo até o final dos tempos. A Igreja reúne pecadores presos pela salvação de Cristo, mas em via de santificação”.

Durante o Grande Júbilo do Ano 2000 que tinha como um dos seus elementos característicos a “purificação da memória”, a Igreja pediu perdão a Deus pelos pecados de seus filhos.

Devemos nos lembrar que fomos batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e não, em nome do Papa, do Bispo e do Padre.

O Papa, Bispo de Roma é o sucessor de São Pedro a quem Jesus entregou o pastoreio de toda a sua Igreja.

Jesus deu muitas provas de deferência a Pedro. Geralmente era Pedro que falava em nome de todos. Jesus mudou o nome de Simão para Cefas-Pedro.

Eis o texto:

Todos: (Jo 1,42) ”Levou-o a Jesus. Jesus fixando nele o olhar, disse: TU és SIMÃO, filho de João; tu serás chamado CEFAS, que quer dizer PEDRO.”

O AT revela casos em que Deus troca o nome das criaturas sempre para indicar o cargo ou tarefa de quem recebe o nome. No caso do apóstolo o significado do episódio é claro: Simão será a pedra fundamental, a rocha inabalável sobre a qual Jesus construirá a sua Igreja. Jesus confiou a Pedro a sua Igreja ela resistirá ao poderio do mal. Pedro recebeu as “Chaves do Reino” a administração das coisas de Cristo. Pedro e seus sucessores poderão “ligar” e “desligar”, ou seja, as funções exercidas por eles na Terra serão confirmadas no Céu.

Jesus é a luz do mundo e os poderes de Pedro e seus sucessores vêem de Cristo. Pedro foi o primeiro representante visível de Cristo na terra.

O rochedo sustenta o edifício comunicando-lhe firmeza. No plano jurídico, o que sustenta a sociedade é a coesão, a autoridade. É essa função de Pedro e seus sucessores, pois, a Igreja deve durar até o fim dos tempos. A “ROCHA” há de sustentar a Igreja de Cristo!

Pedro, a quem Jesus deu o nome de CEFAS (Rocha, Petrus em latim) nasceu em Betsaida da Galiléia, era pescador. Jesus o converteu em pescador de homens. Recebeu de Jesus Cristo o supremo poder pontifício da sucessão apostólica. Instituiu a primeira ordem eclesiástica e a oração do Pai Nosso. Sofreu o martírio de cabeça para baixo no dia 29 de junho do ano 67. Foi enterrado na colina Vaticana, onde se localiza a atual Basílica de São Pedro.

Foi sucedido por São Lino que teve esta grande responsabilidade. Pontificou do ano de 67 a 76. Foi martirizado e sepultado ao lado de Pedro. Sto. Anacleto, de 76 a 88, teve o mesmo fim dos anteriores. De 88 a 97, São Clemente que foi o primeiro a introduzir os paramentos. Em sua época foi introduzida a palavra “Amém” nas cerimônias religiosas. Também sucederam Pedro muitos outros como Santo Evaristo, Sto. Alexandre I, S. Sisto I, São Telésforo, Sto. Higino, S. Pio I, S. Aniceto, S. Sotero, S. Eleutério, S. Vitor I, e tantos outros.

Mais recentemente, de 1903 a 1914- São Pio X que fez de tudo para evitar a segunda grande guerra mundial; de 1914 a 1922 - Bento XV que beatificou Joana D’Arc; de 1922 a 1939 - Pio XI que retomou o costume de abençoar o povo e o mundo a partir do terraço de São Pedro. Com o Tratado de Latrão reconheceu o Estado italiano, em troca do reconhecimento da Cidade do Vaticano;

De 1939 a 1958 - Pio XII que durante a 2a. Guerra Mundial organizou um programa de ajuda aos judeus e aos membros da Resistência. Combateu o comunismo, descobriu a tumba de Pedro. Celebrou o 24o. Ano Santo e proclamou o Dogma da Assunção de Maria. De 1958 a 1963- João XXIII que atualizou a política social da Igreja. Convocou o Concílio Vaticano II e é lembrado como “o bom papa João”. De 1963 a 1978 - Paulo VI que encerrou o Concílio Vaticano II. Preocupou-se com o ecumenismo e com a relação com as demais religiões além de se ocupar com a reforma interna da Igreja. Celebrou o 25o. Ano Santo e foi o primeiro papa a viajar para fora da Europa. Criou o Sínido Episcopal. João Paulo I Anunciou programa de oração, disciplina na Igreja e fidelidade ao Concílio Vaticano II. Morreu 33 dias após sua eleição. É o papa “sorriso”.

Desde 1978 (25 anos) o polonês João Paulo II sucede Pedro. Carismático, comunicativo e poliglota. Transmite a mensagem cristã aos cinco continentes encontrando grande multidão em todas as suas visitas. Em 13 de maio de 1981 foi vítima de atentado que muito o debilitou. Suas visitas pastorais são feitas aos quatro cantos da terra. Promulgou a neovulgata da Bíblia. Sua piedade e fraternidade são constatadas por todos. A ele pertence o cetro de Pedro.

A nós cristãos cabe sermos fiéis a Igreja de Cristo, respeitando e colaborando com nossos sacerdotes, humanos como nós, que dedicam as suas vidas ao trabalho religioso em total renúncia do mundo material, salvo os casos das “tentações” que todos os seres humanos estão sujeitos.

A nós cristãos, cabe o compromisso de tudo fazermos pelo nosso próximo. De transformarmos nosso lar numa Igreja Viva, cumprindo nossos votos de amor e fidelidade e assim levarmos nossos exemplos de família cristã a todos de nossa comunidade, bem como, as boas notícias do Reino de Deus através das nossas atitudes de solidariedade e harmonia com Deus na nossa vida quotidiana.

Rezemos muito para que os sacerdotes tenham convicção de sua vocação, sejam fiéis aos seus votos e não “caiam” em tentações. Que os Papas sejam verdadeiros sucessores de Pedro na sustentação da Igreja de Cristo.

Que pela graça de Deus, cada leitor deste humilde artigo e cada batizado, que acessar este portal, seja tocado e motivado a buscar a santidade vivendo a fé com alegria e testemunhando Jesus Cristo com entusiamo. Vençamos o medo e a timidez e sejamos católicos convictos, fervorosos e cheios de confiança no Senhor, para que mais e mais pessoas descubram e reconheçam a santidade da Igreja Católica!

Fonte https://formacao.cancaonova.com/igreja/doutrina/a-igreja-catolica-e-santa/ 

         http://www.universocatolico.com.br/index.php?/a-igreja-santa-e-pecadora.html

 

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