
O sucesso que o mundo aplaude e Deus pode rejeitar
Existe uma pergunta que, cedo ou tarde, todo cristão precisa enfrentar:
Até onde eu posso ir para vencer na vida?
Até onde posso mentir para fechar um negócio? Manipular alguém para conseguir uma oportunidade? Passar outra pessoa para trás? Sonegar impostos? Enganar um cliente? Fazer uma injustiça para conseguir aquilo que considero necessário? Usar pessoas para subir profissionalmente? Corromper alguém para alcançar uma posição?
A mentalidade do mundo costuma responder: “Se deu certo, valeu a pena.”
A lógica cristã responde de maneira completamente diferente:
Nem todo sucesso é uma vitória.
É possível ganhar dinheiro e perder a paz. É possível conquistar prestígio e perder a honra. É possível vencer uma disputa e perder a própria alma.
E é exatamente aqui que as palavras de Jesus se tornam assustadoramente atuais:
“Que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma?”
Mateus 16,26
No grego do Novo Testamento, encontramos:
τί γὰρ ὠφεληθήσεται ἄνθρωπος ἐὰν τὸν κόσμον ὅλον κερδήσῃ, τὴν δὲ ψυχὴν αὐτοῦ ζημιωθῇ;
A palavra κερδήσῃ — kerdēsē significa “ganhar”, “obter lucro”, “adquirir vantagem”. É uma palavra relacionada justamente à ideia de ganho.
Já ζημιωθῇ — zēmiōthē possui o sentido de sofrer perda, sofrer dano, ser prejudicado.
É quase como se Cristo estivesse perguntando:
“De que adianta você fechar o melhor negócio da sua vida se, no processo, destruir aquilo que existe de mais valioso em você?”
O problema, portanto, não é simplesmente ter sucesso.
O problema é o que estamos dispostos a sacrificar para consegui-lo.
Deus não condena o sucesso, mas condena o pecado
É importante fazer uma distinção porque existe uma interpretação equivocada de alguns textos bíblicos.
A Igreja Católica não ensina que ganhar dinheiro seja pecado.
A Bíblia não ensina que ser empresário, prosperar profissionalmente, possuir bens ou alcançar posições importantes seja necessariamente errado.
Abraão possuía muitos bens.
Jó era extremamente rico.
José administrou os recursos do Egito.
Lídia era uma comerciante.
José de Arimateia era um homem rico.
O problema nunca foi simplesmente possuir.
O problema começa quando aquilo que possuímos passa a possuir o nosso coração.
São Paulo escreve:
“Os que desejam enriquecer caem em tentação e numa cilada, e em muitos desejos insensatos e nocivos, que mergulham os homens na ruína e na perdição.”
1Timóteo 6,9
O grego é particularmente interessante:
βουλόμενοι πλουτεῖν — boulomenoi ploutein
A expressão significa “aqueles que desejam ser ricos”, “aqueles que querem enriquecer”.
Paulo não está dizendo simplesmente que possuir riqueza seja pecado. Ele está advertindo sobre o desejo desordenado de enriquecimento.
E imediatamente depois ele afirma:
“Porque a raiz de todos os males é a avareza.”
1Timóteo 6,10
No grego aparece:
ἡ φιλαργυρία — hē philargyria
A palavra φιλαργυρία — philargyria significa literalmente amor ao dinheiro, avareza, apego excessivo à riqueza.
Portanto, a Bíblia não está dizendo:
“Dinheiro é mau.”
Ela está dizendo:
“O amor desordenado ao dinheiro pode levar o homem a cometer males para obtê-lo.”
E aqui chegamos ao coração do problema.
Quando o objetivo passa a justificar qualquer meio
Existe uma frase muito comum:
“O importante é chegar lá.”
Mas para o cristianismo isso é completamente insuficiente.
Porque não basta perguntar:
“O que eu quero alcançar?”
É necessário perguntar:
“O que estou fazendo para alcançar?”
Imagine alguém dizendo:
“Eu quero sustentar minha família.”
Excelente.
Mas então começa a roubar.
A finalidade é boa, mas o meio é moralmente mau.
Outro poderia dizer:
“Eu quero ajudar minha empresa.”
Mas começa a mentir para os clientes.
Outro:
“Eu quero conseguir uma oportunidade profissional.”
Mas destrói deliberadamente a reputação de um colega inocente.
Outro:
“Eu quero garantir o futuro dos meus filhos.”
Mas passa a cometer injustiças para acumular dinheiro.
A intenção pode parecer boa.
O objetivo pode parecer legítimo.
Mas isso não transforma um ato moralmente mau em um ato bom.
São Paulo coloca isso de maneira extraordinariamente direta:
“Porventura devemos fazer o mal para que venha o bem? De modo nenhum! A condenação destes é justa.”
Romanos 3,8
No grego:
ποιήσωμεν τὰ κακὰ ἵνα ἔλθῃ τὰ ἀγαθά;
“Façamos as coisas más para que venham as coisas boas?”
A resposta apostólica é inequívoca.
Ou seja:
Não existe uma matemática cristã segundo a qual um pecado se transforma em virtude porque produziu um resultado desejado.
O Catecismo é absolutamente claro
O Catecismo da Igreja Católica apresenta esse princípio na sua reflexão sobre a moralidade dos atos humanos.
O Catecismo ensina, no número 1753, que uma intenção boa não torna bom um comportamento que é desordenado em si mesmo. E afirma explicitamente:
“O fim não justifica os meios.”
O número 1755 ensina que um ato moralmente bom precisa considerar simultaneamente o objeto escolhido, a intenção e as circunstâncias.
E o número 1756 afirma:
“Não é permitido fazer o mal para que dele resulte um bem.”
O Catecismo ainda resume:
“Não se pode justificar uma ação má feita com boa intenção.”
Esses ensinamentos estão nos números 1753–1761 do Catecismo da Igreja Católica.
Isso destrói uma das maiores ilusões da mentalidade moderna:
“Se o resultado foi bom, então o que fiz para chegar lá também foi bom.”
Não.
Na moral católica, o resultado não possui o poder mágico de transformar um ato mau em ato bom.
O demônio também oferece “sucesso”
Existe uma passagem do Evangelho que deveria fazer qualquer pessoa que busca sucesso refletir profundamente.
Durante a tentação de Jesus no deserto, Satanás mostra a Cristo os reinos do mundo e oferece:
“Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares.”
Mateus 4,9
Perceba a estrutura da tentação.
Existe uma promessa de poder, domínio e resultado.
Mas existe uma condição moralmente perversa.
Jesus poderia obter algo aparentemente grandioso, mas o preço seria a infidelidade a Deus.
Cristo responde:
“Adorarás o Senhor teu Deus e só a ele prestarás culto.”
Mateus 4,10
Aqui está uma regra para a vida inteira:
Não aceite uma vitória que exige a sua infidelidade a Deus como preço.
Se para conseguir determinada posição você precisa abandonar seus princípios.
Se para ganhar determinado dinheiro você precisa cometer uma injustiça.
Se para conquistar determinada pessoa você precisa manipular.
Se para construir determinada reputação você precisa mentir.
Se para crescer profissionalmente você precisa destruir injustamente alguém.
Então talvez você esteja diante de uma tentação disfarçada de oportunidade.
O exemplo de Judas é assustador
Judas queria dinheiro.
E chegou ao ponto de vender o próprio Mestre.
Mateus relata:
“Que me dareis, se eu vo-lo entregar?”
Mateus 26,15
O preço foi estabelecido.
Trinta moedas de prata.
Judas conseguiu aquilo que queria.
Mas qual foi o verdadeiro resultado?
Ele ganhou dinheiro e perdeu a paz.
Ganhou prata e mergulhou em desespero.
Ganhou materialmente e perdeu espiritualmente.
O episódio mostra uma verdade que continua atual:
Existem negócios que parecem lucrativos no momento, mas cujo preço verdadeiro só aparece depois.
A história de Acã mostra o mesmo princípio
No Antigo Testamento encontramos outro exemplo impressionante.
Depois da conquista de Jericó, Acã tomou aquilo que Deus havia proibido que fosse tomado.
Josué 7 relata que ele viu uma capa, prata e ouro, cobiçou e tomou para si.
Aparentemente, foi um excelente negócio.
Mas aquele ganho ilícito trouxe consequências terríveis para ele e para a comunidade.
O pecado começou com os olhos.
Depois passou para o desejo.
Depois para a apropriação.
E finalmente veio a destruição.
Isso se conecta profundamente com a lógica apresentada por São Tiago:
“Cada qual é tentado pela sua própria concupiscência, que o atrai e seduz. Depois a concupiscência concebe e dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.”
Tiago 1,14-15
O pecado frequentemente começa parecendo uma oportunidade.
“Mas todo mundo faz isso”
Essa talvez seja uma das frases mais perigosas para a consciência:
“Todo mundo faz.”
Todo mundo mente.
Todo mundo sonega.
Todo mundo trapaceia.
Todo mundo manipula.
Todo mundo compra vantagem.
Todo mundo dá um jeitinho.
Mas a moral cristã não é determinada pela maioria.
No Sermão da Montanha, Jesus afirma:
“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição.”
Mateus 7,13
O cristão não pergunta apenas:
“O que o mercado aceita?”
Ele pergunta:
“O que Deus aceita?”
Não pergunta somente:
“Isso é legal?”
Pergunta também:
“Isso é moralmente correto?”
Não pergunta apenas:
“Posso fazer?”
Pergunta:
“Devo fazer?”
Santo Agostinho e a ordem correta dos bens
Santo Agostinho desenvolveu profundamente a questão da ordem dos bens.
Em sua reflexão sobre o bem e o mal, ele explica que o mal não é uma realidade superior capaz de competir com Deus como se fosse outro “deus”. O mal é uma corrupção, uma desordem do bem. Em De natura boni, capítulo 4, ele descreve o mal como corrupção da medida, da forma ou da ordem.
Isso ajuda a compreender o problema do sucesso.
Dinheiro é um bem enquanto instrumento.
Prestígio pode ser um bem quando ordenado.
Influência pode ser utilizada para o bem.
Conhecimento é um bem.
Poder pode ser utilizado para proteger e servir.
Mas quando esses bens ocupam o lugar que pertence a Deus, eles deixam de estar ordenados.
O problema não é possuir algo.
É amar algo mais do que se deve amar.
Santo Agostinho também insiste, em A Cidade de Deus, que o verdadeiro bem supremo não está nesta vida, mas na vida eterna, e que precisamos viver retamente para alcançá-lo.
Isso muda completamente a definição de sucesso.
São João Crisóstomo: você não é dono absoluto daquilo que possui
São João Crisóstomo foi extremamente contundente ao falar sobre riqueza.
Em sua Homilia sobre Filipenses, ele afirma que não é simplesmente a quantidade de dinheiro que torna alguém rico ou pobre, mas aquilo que domina o coração. Para ele, quem possui muito, mas deseja sempre mais, permanece interiormente pobre.
Em outra homilia sobre a Primeira Carta a Timóteo, Crisóstomo compara as riquezas terrenas com as realidades eternas e lembra que aquilo que possuímos nesta vida passa para outras mãos quando morremos.
É uma perspectiva profundamente cristã:
Você não é proprietário definitivo de nada nesta vida.
Você é administrador.
E um dia terá de prestar contas de como administrou aquilo que recebeu.
Santo Ambrósio: riqueza não é problema, mas pode se transformar em armadilha
Santo Ambrósio também não ensina que a riqueza seja automaticamente má.
Em Sobre os Deveres do Clero, ele afirma que os bens podem ser utilizados para o bem, especialmente em favor dos necessitados, mas denuncia o amor ao dinheiro como algo capaz de corromper profundamente o coração.
Em sua Carta 63, ele chega a dizer que a riqueza verdadeira está na fé e alerta para não depositarmos nossa confiança nas riquezas, porque elas permanecem neste mundo, enquanto a fé e a justiça acompanham o homem diante de Deus.
Isso é muito diferente de dizer:
“Ser pobre é automaticamente ser santo.”
Não.
A questão é:
O que você faz com aquilo que Deus colocou em suas mãos?
São Cipriano: use as riquezas para a salvação
São Cipriano de Cartago, um dos grandes Padres da Igreja, também tratou diretamente desse assunto.
Em seu tratado Sobre as Obras e as Esmolas, ele exorta os ricos a utilizarem seus bens para o bem e afirma que aquilo que possuem deve ser colocado a serviço da salvação, especialmente dos necessitados.
Portanto, a tradição cristã não apresenta uma espiritualidade de simplesmente “odiar o dinheiro”.
Ela apresenta uma espiritualidade de ordenar o dinheiro.
Dinheiro deve ser servo.
Nunca senhor.
São Tomás de Aquino: não sacrifique sua dignidade por bens externos
São Tomás de Aquino oferece uma distinção extremamente importante.
Na Suma Teológica, II-II, questão 129, ao tratar da magnanimidade, ele explica que os bens exteriores podem ser instrumentos úteis para realizar grandes obras.
Mas o homem verdadeiramente magnânimo não considera esses bens tão importantes a ponto de fazer algo indigno por causa deles.
Em outras palavras:
Você pode utilizar riqueza, poder, influência e recursos para realizar coisas boas, mas jamais deve considerar esses bens tão importantes que esteja disposto a abandonar a virtude para conquistá-los.
Isso é magnífico.
Porque significa que o verdadeiro homem de sucesso não é aquele que consegue qualquer coisa.
É aquele que consegue realizar grandes coisas sem deixar de ser um homem justo.
O verdadeiro fracasso pode estar escondido dentro de uma grande vitória
Imagine dois empresários.
Um construiu sua empresa honestamente.
Pagou seus funcionários corretamente.
Tratou seus clientes com justiça.
Não enganou ninguém.
Não comprou favores ilícitos.
Não precisou destruir concorrentes por meio de mentiras.
Talvez ele tenha crescido mais lentamente.
Talvez tenha perdido algumas oportunidades.
Talvez tenha sido chamado de “ingênuo”.
Mas conseguiu olhar para sua família e para Deus com a consciência tranquila.
Agora imagine outro.
Enriqueceu rapidamente.
Manipulou contratos.
Enganou clientes.
Subornou pessoas.
Mentiu.
Explorou funcionários.
Destruiu reputações.
Acumulou milhões.
A sociedade olha para ele e diz:
“Que sucesso!”
Mas o Evangelho pergunta:
“E a alma?”
É exatamente a pergunta de Jesus em Mateus 16,26.
A diferença entre prosperidade e avareza
O cristão pode querer crescer.
Pode desejar uma empresa maior.
Pode querer melhorar de vida.
Pode desejar uma casa melhor.
Pode buscar uma carreira melhor.
Pode estudar para ganhar mais.
Pode investir.
Pode empreender.
Pode buscar excelência.
Nada disso é automaticamente contrário à fé.
O problema aparece quando o dinheiro deixa de ser meio e se transforma em fim absoluto.
Quando a pessoa começa a pensar:
“Eu faria qualquer coisa por dinheiro.”
Então o dinheiro deixou de ser ferramenta.
Virou senhor.
E Jesus já havia advertido:
“Ninguém pode servir a dois senhores... Não podeis servir a Deus e ao dinheiro.”
Mateus 6,24
No original aparece μαμωνᾶς — mamōnas, termo associado às riquezas e aos bens materiais personificados como aquilo em que alguém deposita sua confiança.
Jesus não diz que o dinheiro não pode existir.
Ele diz que não podemos servir simultaneamente a Deus e às riquezas como senhores absolutos.
E se eu perder uma oportunidade por ser honesto?
Essa é talvez a pergunta mais difícil.
“Mas se eu não fizer isso, outra pessoa fará.”
“Se eu não aceitar esse esquema, vou perder dinheiro.”
“Se eu não mentir, não conseguirei o contrato.”
“Se eu não trapacear, meu concorrente vai ganhar.”
“Se eu não fizer isso, ficarei para trás.”
A resposta cristã é difícil, mas libertadora:
Você não precisa pecar para que Deus possa cuidar de você.
Jesus diz:
“Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.”
Mateus 6,33
Isso não significa que Deus promete que todo cristão ficará rico.
Significa que o cristão não precisa transformar o pecado em estratégia de sobrevivência.
A providência de Deus não significa ausência de dificuldades
A fé católica não promete uma vida sem perdas.
Talvez você faça tudo corretamente e ainda assim perca dinheiro.
Talvez seja injustiçado.
Talvez alguém desonesto passe à sua frente.
Talvez um concorrente trapaceiro cresça mais rapidamente.
Talvez você tenha que dizer “não” para uma oportunidade extremamente lucrativa porque ela envolve algo moralmente errado.
Mas existe uma diferença gigantesca entre perder uma oportunidade e perder a alma.
Santo Agostinho, ao refletir sobre a vida terrena, lembra que até os justos enfrentam lutas e tentações e precisam permanecer vigilantes para não chamar o mal de bem e o bem de mal.
O mundo pode chamar de fracasso aquilo que Deus chama de fidelidade
Talvez você tenha recusado uma fraude.
Talvez tenha devolvido um dinheiro que poderia facilmente ter escondido.
Talvez tenha recusado uma vantagem injusta.
Talvez tenha preferido perder um negócio a mentir.
Talvez tenha escolhido permanecer fiel ao seu casamento quando poderia ter buscado uma aventura.
Talvez tenha preferido a honestidade a uma promoção.
Aos olhos do mundo, você pode ter perdido.
Mas aos olhos de Deus, talvez tenha vencido.
Porque existe uma categoria de vitória que o mundo não consegue medir:
a vitória sobre si mesmo.
O sucesso cristão possui outra definição
O mundo pergunta:
Quanto você ganhou?
Cristo pergunta:
Quem você se tornou?
O mundo pergunta:
Quantas pessoas conhecem seu nome?
Cristo pergunta:
Seu nome está escrito no céu?
O mundo pergunta:
Quanto você possui?
Cristo pergunta:
O que você fez com aquilo que recebeu?
O mundo pergunta:
Você venceu seus concorrentes?
Cristo pergunta:
Você venceu seu próprio pecado?
O mundo pergunta:
Quanto vale sua empresa?
Cristo pergunta:
Quanto vale sua alma?
E Jesus já respondeu:
“Que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma?”
Mateus 16,26
O sucesso que realmente vale a pena
O cristão não precisa ter medo do sucesso.
Precisa ter medo de se tornar escravo dele.
Não precisa rejeitar a prosperidade.
Precisa rejeitar a avareza.
Não precisa fugir do dinheiro.
Precisa impedir que o dinheiro se torne seu deus.
Não precisa abandonar seus sonhos.
Precisa colocar seus sonhos debaixo da vontade de Deus.
E, principalmente, precisa compreender uma coisa:
Se para alcançar determinado sucesso você precisa abandonar Cristo, então aquele sucesso já custou caro demais.
Você pode perder dinheiro e continuar rico diante de Deus.
Pode perder uma oportunidade e continuar em paz.
Pode perder uma posição e conservar sua dignidade.
Pode perder uma disputa e conservar sua alma.
Mas se ganhar o mundo inteiro e perder sua amizade com Deus, você terá feito o pior negócio possível.
A pergunta que cada cristão deveria fazer antes de qualquer grande decisão
Antes de perguntar:
“Isso vai me fazer ganhar quanto?”
pergunte:
“Isso vai me transformar em quem?”
Antes de perguntar:
“Será que vou conseguir?”
pergunte:
“Será que Deus se agrada da maneira como estou tentando conseguir?”
Antes de perguntar:
“Vale a pena?”
pergunte:
“Vale a pena diante da eternidade?”
Porque, no fim, a grande questão não será quanto dinheiro passou pelas nossas mãos.
Será o que fizemos com as mãos que Deus nos deu.
E talvez a definição mais cristã de sucesso seja justamente esta:
Ter chegado ao fim da vida podendo dizer diante de Deus: eu não ganhei tudo o que o mundo me ofereceu, mas não precisei vender minha alma para conseguir aquilo que conquistei.
Esse é um sucesso que ninguém pode tirar de você.
E esse é o tipo de vitória que continua sendo vitória quando a vida termina.
Fontes para aprofundamento: Catecismo da Igreja Católica, §§ 1753–1761; São Tomás de Aquino, Suma Teológica, II-II, q. 129; Santo Agostinho, A Cidade de Deus, XIX, 4; Santo Agostinho, Sobre a Natureza do Bem, caps. 4–5; São João Crisóstomo, Homilia 2 sobre Filipenses e Homilia 11 sobre 1 Timóteo; Santo Ambrósio, Sobre os Deveres do Clero, livros I–II; São Cipriano de Cartago, Sobre as Obras e as Esmolas.





