Por que o Papa tem poder de Ligar e desligar na terra?


Quando Jesus instituiu a Sua Igreja – uma sociedade humana e divina – deu a seu chefe visível e humano, o poder de fazer o céu ligar o que ele ligasse aqui na Terra.

Quando Jesus instituiu a Sua Igreja – uma sociedade humana e divina – deu a seu chefe visível e humano, o poder de fazer o céu ligar o que ele ligasse aqui na Terra. E ninguém pode questionar isso, pois foi determinação do próprio Filho de Deus. Ele o quis, quem pode contestá-lo? Ele disse a Pedro, o primeiro Papa, explicitamente, com todas as letras, o que vale, é claro, para os seus sucessores:

“E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,18-19).

É por isso, que o Papa é infalível quando proclama “ex-cathedra” um dogma de fé. É claro que no céu não pode ser ligado nada de errado; então, Deus não permite, por assistência especial do Espírito Santo, que o Papa decida algo errado em termos de fé e de moral. Jesus assim o quis e fez para que a Sua Igreja, “o Sacramento universal da Salvação”, como a chamou o Concílio Vaticano II, jamais permitisse que o “depósito da fé”, a “sã doutrina” (1Tm 1,10; 4,6 – Tt 2,1) se corrompesse.

Dando ao Papa essa prerrogativa, Jesus garantia para a Igreja o exercício pleno da verdade que salva, como diz o nosso Catecismo (cf. §851). Demos, portanto, graças a Deus, por tanto poder que Jesus concedeu ao Papa aqui na Terra, para o bem de todos nós.

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A sucessão de Pedro e o Papado – EB

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Sem isso, a Igreja seria uma Instituição humana a mais, sujeita a erros e subjetivismos que destruiriam a Verdade que Cristo a ela confiou para a salvação dos homens.

É claro que a proclamação de um dogma é algo raríssimo, e o Santo Padre não decide sozinho uma questão de fé, quando é necessário; ele houve toda a Igreja: os cardeais, os bispos do mundo todo, os grandes teólogos, os superiores das Congregações religiosas, os Seminários de Teologia, e até os fiéis (“sensus fidei”), etc; e, alguns dogmas foram proclamados juntamente com um Concílio Ecumênico, como o da infalibilidade do Papa, no Concilio Vaticano I, em 1870, pelo Papa Pio IX.

Não mais do que umas doze vezes, em toda a história da Igreja, um Papa definiu um dogma de fé, especialmente quando um ponto fundamental do depósito da fé era colocado em dúvida por alguns teólogos.

E também o Colégio dos Apóstolos, nossos bispos, quando chefiado pelo Papa, recebeu do Senhor Jesus esta prerrogativa, como se vê em Mateus 18,18: “Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu”.

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É por isso, que o nosso Catecismo diz que: “A infalibilidade prometida à Igreja reside também no corpo episcopal quando este exerce seu magistério supremo em união com o sucessor de Pedro, sobretudo em um Concílio Ecumênico”… “Esta infalibilidade tem a mesma extensão que o próprio depósito da Revelação divina” (§891).

Logo, é lamentável sob todos os aspectos, quando algum leigo, sacerdote, bispo, ou teólogo, se ponha contra o Papa. É triste quando observamos que alguns, ao ler um documento novo do Pontífice, ao invés de dar graças a Deus, e beber dessa fonte de graça e sabedoria, começam a criticar o texto. Na verdade são pessoas orgulhosas, prepotentes, que se acham melhores que o Papa e mais sábios e doutos que Ele. Até podem ser, mas não tem a mesma assistência especial do Espírito Santo. Não é sem razão que a Igreja sempre ensinou que a humildade e a obediência são virtudes fundamentais para a nossa salvação. Demos graças a Deus.

Não há nenhuma sombra de dúvida quanto ao fato de o Papa ser uma grande autoridade da Igreja, sendo o sucessor do Apóstolo Pedro, a quem o próprio Senhor Jesus Cristo, pessoalmente, concedeu as Chaves do Reino dos Céus, dando-lhe poder para "ligar e desligar", na Terra e no Céu (Mt 16,18)! Como você pode negar algo que está dito tão claramente na Bíblia, e ainda pensar que observa a mesma Bíblia?
 
"A única autoridade que temos é Cristo", você diz. Pois bem! No fundo, é isto mesmo. E é exatamente por isso que obedecemos à vontade de Cristo, que quis nos delegar um pastor terreno, este mesmo Pedro a quem o Senhor pediu, por três vezes: "Apascenta as minhas ovelhas" (Jo 21,15-17). Acaso a Bíblia mostra, em algum versículo, Jesus ensinando aos seus seguidores que deveriam se orientar exclusivamente pelas Escrituras, como "única regra de fé e prática"? Não! Mas ela mostra, insistentemente, a importância fundamental da única e una Igreja de Cristo para a nossa salvação.
 
A Bíblia Sagrada é mais do que clara em afirmar e ratificar, várias vezes, que o Apóstolo Simão foi eleito pelo Senhor Jesus como a Pedra (por isso mesmo deixou de ser Simão e se tornou "Pedro": Pedra) sobre a qual Ele edifica sua Igreja. Os seguidores do movimento protestante, porém, que alegam observar a Bíblia, precisavam encontrar um meio de negar tais passagens, caso contrário seriam forçados a reconhecer a autoridade da Igreja Católica e a inviabilidade de sua própria doutrina. Como contra fatos não podem existir argumentos, tudo o que conseguiram foi a elaboração de sofismas, – fraquíssimos, por sinal. 

O argumento que desvendaremos a seguir representa a principal e mais usual alegação que os atualmente chamados "evangélicos" (pentecostais e neopentecostais), usam na tentativa de negar a autoridade da Igreja Católica: a Pedra não é Pedro, e sim o próprio Jesus. Vejamos...



O que supostamente legitimaria o argumento de que a Pedra citada pelo Cristo no Evangelho segundo Mateus (16,18) não seria o Apóstolo Pedro, mas sim o próprio Jesus, é o fato de as Sagradas Escrituras, em outras passagens, identificarem o Cristo como “Rocha” e “Pedra Angular”.
 
Esta é, para dizer o mínimo, uma argumentação infantil; tola, mesmo. De fato, existem passagens bíblicas em que os termos “pedra” e “rocha” se referem a Jesus. E daí?? Ora, é mais do que óbvio que isso não significa que todas as vezes em que a Bíblia usa essas palavras está se referindo exclusivamente a Jesus. Só porque se dá a Jesus o título "Pedra", numa determinada passagem, será que todas as vezes que lermos a palavra pedra, nas Escrituras, será uma alusão ao Cristo? Claro que não.

No mesmo sentido, poderíamos usar quantos exemplos, de quantas citações bíblicas? Ora, o próprio Cristo proclamou-se “Luz do Mundo” (Jo 8,12). Mas Ele também disse aos Apóstolos que eles deveriam ser “Luz do Mundo” (Mt 5,13). Não é porque Jesus é chamado Luz, numa passagem, que todas as vezes que o texto sagrado falar em luz estará se referindo exclusivamente a Jesus. Será muito difícil entender isto?
 
Da mesma maneira, é óbvio que nem todas as vezes que as Escrituras falam em "pedra" estão se referindo a Jesus. Podemos ver, por exemplo, o livro do Profeta Isaías, cap. 51, vs. 1 e 2: nesta passagem, a pedra é Abraão. Também em 1ª Pedro (2, 4-5), fala-se nas "pedras vivas", que, neste caso, são o próprio Jesus juntamente com os cristãos fiéis.
 
Vemos então o que é evidente por si mesmo: que Jesus ser chamado "Pedra Angular" é uma coisa, e o fato de o discípulo Simão Barjonas ter sido feito, pelo mesmo Jesus, a Pedra sobre a qual edificaria a sua Igreja, é outra coisa, completamente diferente. Tanto isso é fato que até o nome do Apóstolo foi mudado, de Simão para Pedra (que na tradução virou "Pedro", já que Pedra é um substantivo feminino e não poderia servir de nome para um homem).
 
Mais do que isso, o fato de Jesus aplicar a Simão Filho de Jonas um título que a Bíblia aplica também ao Filho de Deus, isto, por si só, demonstra e confirma a intenção do Senhor em fazer de Simão um representante seu, assim como acontecera antes com Abraão, que também teve seu nome mudado (antes Abrão) ao ser escolhido para conduzir o povo de Deus, ele que também foi comparado a uma pedra, exatamente como Pedro. E Jesus Cristo ainda confirmou explicitamente sua intenção ao entregar a autoridade sobre a Igreja a Pedro, quando lhe deu as Chaves do Reino, que lhe permitiriam ligar ou desligar na Terra o que seria ligado ou desligado no Céu! O que mais seria preciso?
 
Além de tudo isso, convenhamos: se Jesus estivesse naquele momento falando de si mesmo, simplesmente diria "Eu sou a Pedra", assim como disse "Eu sou a Luz do Mundo", "Eu sou o Pão da Vida", "Eu sou a Ressurreição e a Vida" ou "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida". Por que diria: "Simão, tu és a Pedra, e sobre essa Pedra edifico minha Igreja", se estivesse falando de si próprio? Perdoe o desabafo, mas que tipo de loucura é esta?
 
O Senhor Jesus Cristo, sem dúvida alguma, elevou Pedro como um "pai" para a família dos cristãos (Is 22,21), para guiar o seu rebanho. E o "Príncipe dos Apóstolos" é mais uma vez confirmado como o pastor terreno das ovelhas de Cristo logo após a Ressurreição do Senhor: vemos no Evangelho segundo João (21, 15-17) como por três vezes Jesus pergunta a Pedro se ele o amava, e por três vezes Pedro reafirma seu amor e comprometimento. E como então o Salvador, às vésperas de deixar os seus discípulos, confia expressamente a Pedro a guarda do seu rebanho, isto é, da sua Igreja, e é nítido que, naquele momento, confiava-lhe o cuidado de toda a cristandade, fazendo questão de entregar a guarda dos "cordeiros" e também das "ovelhas. “Apascenta os meus cordeiros”, repete o Senhor por duas vezes; e, à terceira, diz: “Apascenta as minhas ovelhas”.

O verbo “apascentar”, todos sabemos, significa cuidar, conduzir, guiar, assumir a responsabilidade pelo rebanho; neste caso, é receber do Divino Proprietário a autoridade sobre o seu povo. Apascentar os cordeiros e as ovelhas é, portanto, governar com autoridade a Igreja de Cristo; é ser o condutor: é ter o Primado. E ainda mais, como se tanto não bastasse, todo o contexto do Novo Testamento demonstra bem como era Pedro quem tinha a palavra final nos assuntos da Igreja primitiva, em diversas passagens:
 
# É Pedro quem propõe a eleição de um discípulo para ocupar o lugar de Judas e completar o Colégio dos Doze (At 1,15-22);
 
# É Pedro o primeiro a pregar o Evangelho aos judeus no dia de Pentecostes (At 2,14; 3,16);
 
# É Pedro quem, inspirado por Deus, recebe na Igreja os primeiros gentios (At 10,1);
 
# Pedro é retratado realizando visitas pastorais às igrejas (At 9,32);
 
# No Concílio de Jerusalém, temos a prova definitiva: é Pedro quem põe fim à longa discussão que ali se travava, entre todas as autoridades da Igreja reunidas, decidindo ele que não se deveria impor a circuncisão aos pagãos convertidos. E a Escritura descreve como ninguém ousou opor-se à sua decisão (At 15,7-12).
 
E esta autoridade de Pedro, assim como a dos outros Apóstolos, era e continua sendo transmitida de um homem para outro, sendo eleitos os novos sucessores pelo próprio Colegiado dos Apóstolos, através dos tempos. No caso de Pedro, as Chaves do Reino dos Céus, entregues por Jesus Cristo, vêm sendo transmitidas, nesses dois mil anos de história, através do papado.

Dizer que a autoridade de Pedro morreu com ele seria o mesmo que renegar a Promessa do próprio Senhor Jesus Cristo: "Ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado. Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém".
 
Se o Senhor prometeu que continuaria com a sua Igreja até o fim do mundo, também a autoridade que ele concedeu à sua Igreja permanece, até o fim dos tempos. Esta é a doutrina católica. Esta é a Palavra de Deus, segundo as Sagradas Escrituras. Esta é a Tradição Cristã, de dois mil anos de história. E quem pregar o contrário, seja anátema. Porque:
De fato, não existem "dois evangelhos": existem apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós, e querem perturbar o Evangelho de Cristo. Mas ainda que alguém, nós ou um anjo baixado do céu, vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que seja anátema.”
(Gálatas 1, 6-8)
 
Graças a Deus. 



Entramos, a partir deste ponto, numa segunda parte deste estudo. Como os fatos que apresentamos até aqui, se observados bem de perto revelam-se inquestionáveis, surgem algumas outras argumentações, – supostamente melhor embasadas, sob uma casca de aparente "erudição", – na tentativa desesperada de negar a realidade do Primado de Pedro. 

Há uma outra contestação que diz mais ou menos o seguinte: "Sim, nós reconhecemos, a Pedra do Evangelho de Mateus é Pedro, mas... no texto original em grego a palavra para pedra grande é "petra", que significa rocha, pedra grande. A palavra usada como nome para Simão é "petros", que significa pedra pequena, uma pedrinha"...
 
Pois é. Durma-se com um barulho destes. De fato, o argumento é tão fraco e desprovido de razão que, neste sentido, chega a dificultar a resposta: de tão inteiramente absurdo, o difícil é saber por onde começar a desmantelá-lo. E antes de tudo, mais uma vez, vemos o quanto são desunidas as denominações ditas "evangélicas", e como seu único objetivo comum parece ser realmente negar a autenticidade da Igreja Católica. Ora, se este argumento fosse válido, então o anterior, que diz que o a palavra Pedra não se refere a Pedro, mas ao próprio Jesus Cristo, torna-se blasfemo. Estaria o Evangelho chamando Jesus de "pedrinha"!?.. Sem perceber, todas unidas contra a Igreja Católica, as igrejas "evangélicas" acabam desmoralizando-se umas às outras.

Fonte: https://cleofas.com.br/os-homens-a-quem-o-ceu-obedece/

 

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