Você sabia que dos 13 candidatos à presidência, apenas um apresenta em seu plano de governo uma posição contrária ao ab2rto?


Você já parou para analisar como diferentes candidatos tratam o tema da vida da criança desde a concepção em seus planos de governo? Qual o impacto de quem coopera com o mal votando em politicos com esse viés? O que a Igreja Católica ensina? É pecado mortal votar concientemente em alguem que defende abertamente essa prática?

Entre os 13 candidatos listados atualmente pelo TSE, Flávio Bolsonaro (PL) é o único cujo plano de governo afirma expressamente o princípio do respeito à “vida desde a concepção” como um valor inegociável.

O que o documento estabelece é o compromisso com a “vida desde a concepção”. Uma análise publicada recentemente comparando os 13 programas confirma que os demais candidatos não colocaram em seus planos uma formulação equivalente; alguns defendem expressamente a legalização/descriminalização, enquanto outros simplesmente não tratam do assunto aborto, ou seja, pode colocar o aborto com outras palavras do tipo direitos sexuais e reprodutivos para as mulheres.

Como ficam os demais candidatos

Candidato O que consta no plano sobre aborto/vida desde a concepção
Flávio Bolsonaro (PL) Vida desde a concepção como valor inegociável
Lula (PT) Não propõe criminalização; menciona direitos sexuais e reprodutivos
Ronaldo Caiado (PSD) Não apresenta proposta de criminalização desde a concepção
Romeu Zema (NOVO) Não apresenta proposta de criminalização desde a concepção
Renan Santos (Missão) Não menciona aborto no plano
Augusto Cury (Avante) Não menciona criminalização; trata de planejamento reprodutivo
Clariana Barão (DC) Não menciona aborto; aborda saúde materno-infantil
Leonardo Avalanche (PRTB) Não menciona aborto
Rui Costa Pimenta (PCO) Não apresenta proposta de criminalização desde a concepção
Wilson Grassi (Democrata) Não menciona aborto
Edmilson Costa (PCB) Defende a legalização do aborto
Hertz Dias (PSTU) Defende aborto legal, seguro e gratuito pelo SUS
Samara Martins (UP) Defende descriminalização e legalização do aborto

Essa comparação foi feita a partir dos programas registrados no TSE e também foi conferida em análise específica dos 13 planos.

Portanto, se a sua pergunta é especificamente “qual candidato colocou em seu plano o princípio de proteção da vida desde a concepção?”, a resposta é Flávio Bolsonaro.

  Você sabia que é pecado mortal eleger politicos que apoiam o ab2rto?

Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 2271 e 1868.

A doutrina católica é bastante clara sobre a gravidade moral do aborto, mas é importante fazer uma distinção: a Igreja não transforma automaticamente todo voto em favor de um candidato pró-aborto em excomunhão. O que existe é um dever moral de não cooperar deliberadamente com o mal.

O que a Igreja ensina sobre o aborto

O Catecismo afirma que a vida humana deve ser respeitada e protegida desde o momento da concepção e que o aborto diretamente provocado é gravemente contrário à lei moral.

O Catecismo também ensina que a cooperação formal em um aborto é falta grave e prevê excomunhão para quem procura o aborto, quando preenchidas as condições previstas pelo Direito Canônico. Isso se refere à participação no próprio delito do aborto, e não significa que todo eleitor que vote em determinado candidato esteja automaticamente excomungado.

E votar em um candidato que defende o aborto?

Aqui está o ponto mais importante.

A Congregação para a Doutrina da Fé, em sua Nota Doutrinal sobre a participação dos católicos na política, afirma que os católicos não podem apoiar com seu voto leis que atentem contra a vida humana. O documento cita especificamente o aborto e afirma que o direito à vida deve ser protegido desde a concepção até a morte natural.

A mesma Nota diz que a consciência cristã não permite favorecer, pelo voto, um programa político ou uma lei que subverta conteúdos fundamentais da fé e da moral.

Portanto, se uma pessoa vota em um candidato justamente porque ele promete ampliar ou legalizar o aborto, isso entra em conflito direto com o ensinamento moral católico.

Mas existe uma situação diferente: imagine que todos os candidatos tenham posições problemáticas e que nenhum represente integralmente a doutrina católica. A própria Igreja reconhece que a realidade política é complexa e que podem existir diferentes opções políticas legítimas.

São João Paulo II também tratou da situação em que já existe uma lei abortista e não é possível eliminá-la completamente. Nesse contexto, admite-se apoiar medidas que limitem os danos e reduzam os efeitos negativos da lei, desde que a oposição pessoal ao aborto seja clara.

Então o católico é obrigado a votar em determinado candidato?

Não.

A Igreja não indica um candidato específico. A CNBB reafirma atualmente que não indica candidatos nem partidos, mas apresenta critérios para que os católicos façam seu próprio discernimento.

Isso é diferente de dizer que "qualquer voto é moralmente indiferente". Para a Igreja, existem princípios que não podem ser simplesmente relativizados, entre eles a proteção da vida humana inocente.

A própria Nota Doutrinal afirma que os católicos possuem liberdade para escolher entre diferentes opções políticas compatíveis com a fé e a lei moral, mas essa liberdade não significa que todas as posições políticas sejam moralmente equivalentes.

Em resumo

Defender pessoalmente o aborto: contrário ao ensinamento católico.

Votar em alguém para favorecer especificamente a legalização ou ampliação do aborto: é moralmente incompatível com o ensinamento católico.

Votar em um candidato que possui uma posição pró-aborto por outros motivos: a situação precisa ser analisada à luz da intenção do eleitor, das circunstâncias e das alternativas concretas; não é correto afirmar automaticamente que esse eleitor está excomungado.

Ser excomungado simplesmente por votar em determinado candidato: não. A excomunhão relacionada ao aborto diz respeito ao delito de aborto nas condições previstas pelo Direito Canônico, não a uma regra automática para o voto.

E há uma frase particularmente forte da Nota Doutrinal da Congregação para a Doutrina da Fé que pode ser muito útil para o seu conteúdo: a consciência cristã não permite favorecer, com o próprio voto, um programa político ou uma lei que subverta conteúdos fundamentais da fé e da moral.

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