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Os anticoncepcionais hormonais são amplamente utilizados no mundo, mas não são isentos de riscos médicos.
1. Câncer
Alguns cânceres têm receptores hormonais, ou seja, podem ser desenvolvidos de acordo com os níveis hormonais. Assim, o uso da pílula pode agravar esse quadro.
A literatura científica mostra uma relação complexa:
Anticoncepcionais hormonais estão associados a aumento do risco de câncer de mama, embora o risco absoluto seja considerado baixo
A própria classificação da OMS (via IARC) coloca os anticoncepcionais combinados como carcinógenos do grupo 1 — ou seja, há evidência de que podem causar câncer (ainda que com riscos variáveis)
Importante: existe evidência científica de carcinogenicidade.
O que significa “carcinógeno do Grupo 1” da OMS
A classificação citada vem da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), que é ligada à OMS.
Quando algo é colocado no Grupo 1, isso significa:
Existe evidência científica suficiente de que pode causar câncer em humanos.
Mas aqui está o ponto mais importante:
Essa classificação NÃO mede o nível de risco, e sim a certeza de que há alguma relação.
Ou seja:
Não diz “quanto” causa câncer
Nem que o risco é alto
Apenas que há evidência de que pode causar
Por que anticoncepcionais estão nesse grupo?
Os anticoncepcionais hormonais combinados (estrogênio + progesterona) entraram nessa classificação porque estudos mostraram:
Pequeno aumento no risco de câncer de mama
Pequeno aumento no risco de câncer do colo do útero
Comparar com cigarro e amianto é correto?
Tecnicamente: sim, estão no mesmo grupo
Porque:
O cigarro aumenta drasticamente o risco de vários cânceres e mata milhões de pessoas
O amianto tem efeito altamente tóxico mesmo em pequenas exposições
Já o anticoncepcional tem aumento de risco menor e específico
O que os estudos mostram na prática
Em termos reais:
O risco adicional de câncer de mama em usuárias é considerado pequeno
Esse risco tende a diminuir após parar o uso
Por outro lado, existem riscos mais imediatos e relevantes, como:
Trombose
Problemas cardiovasculares (principalmente em fumantes ou mulheres com predisposição)
Conclusão direta
Sim, anticoncepcionais hormonais estão classificados como carcinogênicos pela OMS
A decisão de uso precisa considerar saúde, orientação médica e também convicções pessoais
2. Glaucoma
Pesquisas mostraram que usar a pílula por mais de 3 anos dobra o risco de desenvolver glaucoma, que danifica o nervo ótico e é uma das principais causas de cegueira irreversível. O estudo foi feito por cientistas da University of California (EUA), da Duke University School of Medicine (EUA) e da Third Affiliated Hospital of Nanchang University (China).
Através da análise de dados de mais de 3 mil mulheres, os pesquisadores notaram que os baixos níveis de estrogênio em uma idade avançada podem causar glaucoma em mulheres. Assim, com o uso prolongado da pílula e a consequente redução de estrogênio no organismo, as chances de ter a doença aumentam.
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3. Trombose
Esse problema ocorre quando há a formação de um coágulo sanguíneo que bloqueia o fluxo de sangue em uma ou mais veias. O coágulo pode ficar parado em um lugar, causando inchaço e dor, ou se movimentar e causar uma embolia.
A trombose cerebral, que é um tipo de acidente vascular cerebral (AVC), pode levar à morte ou causar diversas sequelas graves, como paralisia, cegueira e dificuldades na fala.
Como a pílula favorece a formação de coágulos, mulheres que sofrem com o problema ou têm casos na família devem evitar o uso do medicamento.
Risco de trombose e problemas cardiovasculares
Diversos estudos mostram que a pílula anticoncepcional pode aumentar o risco de eventos trombóticos:
O uso de anticoncepcionais com estrogênio está associado ao aumento de trombose venosa profunda e embolia pulmonar
O risco de trombose pode ser 2 a 4 vezes maior em mulheres que usam pílulas hormonais
Alguns compostos hormonais específicos podem elevar ainda mais esse risco
Esses eventos podem evoluir para consequências graves, como:
AVC (derrame)
Infarto
Embolia pulmonar
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4. Doenças cardiovasculares
Se você faz uso de pílula anticoncepcional e é fumante, é preciso estar atenta: as substâncias do cigarro favorecem o acúmulo de placas de gordura nas artérias, e a pílula pode causar a coagulação do sangue. Essa perigosa combinação pode ser a responsável por trombose, AVC ou infarto.
Outros efeitos possíveis
Além disso, estudos apontam que anticoncepcionais podem:
Alterar o sistema de coagulação sanguínea
Estar associados a doenças cardiovasculares em certos grupos
Ou seja, não são neutros ao organismo — exigem avaliação médica individual.
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5. Hipertensão
Hipertensão e pílula podem não ser uma boa combinação: se você sofre com essa doença, é preciso procurar auxílio médico e fazer exames antes de usar o medicamento. Os riscos são similares aos do tópico anterior: AVC, trombose e outros problemas relacionados aos vasos sanguíneos.
6. Doenças hepáticas
Quem sofre com doenças no fígado, como hepatite e cirrose, precisa deixar a pílula de lado, já que o medicamento será processado no órgão, podendo causar sobrecarga.
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7. Varizes
Se as varizes são causadas pela má circulação sanguínea, não é de se estranhar que associar o problema com a pílula não é uma boa opção.
Devo evitar a pílula?
Sim, pois além de causar mal a sua saúde, mata crianças inocentes. A melhor alternativa é sempre usar o método natural chamado Método Billings. Consulte a Pastoral da Familia da sua paroquia ou da sua diocese.
8. A questão dos “abortos ocultos”
Do ponto de vista mora:
Anticoncepcionais não apenas impedem a ovulação
Mas também alteram o endométrio, dificultando a implantação do embrião
Se a fecundação já ocorrer por conta da dosagem baixa do hormonio que tenta impedir a fecundação, isso pode caracterizar como:
um aborto precoce
A medicina costuma classificar isso como contracepção (não aborto), pois define gravidez a partir da implantação. Já a moral católica considera a vida desde a fecundação.
9. A doutrina da Igreja Católica
A Igreja Católica condena o uso de anticoncepcionais artificiais com base em princípios morais e teológicos.
Documento central: Humanae Vitae (1968)
Do Papa Paulo VI
Ensina que:
O ato conjugal deve permanecer aberto à vida
Não é lícito separar artificialmente:
O aspecto unitivo (amor)
Do aspecto procriativo (geração da vida)
Trecho resumido:
“É ilícito todo ato que impeça a procriação.”
Catecismo da Igreja Católica
No §2370 afirma:
Métodos artificiais de contracepção são intrinsecamente desordenados
Métodos naturais (como o planejamento familiar natural) são moralmente aceitáveis
10. Dimensão moral e espiritual
Para a Igreja, o problema não é apenas médico, mas espiritual:
A contracepção rompe a abertura à vida
Pode levar a uma visão utilitarista do corpo
Enfraquece a dimensão sacrificial do matrimônio
São João Paulo II também desenvolveu isso na Teologia do Corpo, afirmando que:
O corpo humano tem um significado “esponsal”
A fertilidade não é um defeito, mas um dom
Conclusão
Do ponto de vista científico:
Anticoncepcionais hormonais possuem riscos reais, como trombose e possíveis associações com câncer
Esses riscos variam conforme o tipo, a pessoa e o acompanhamento médico
Do ponto de vista católico:
Seu uso é considerado moralmente ilícito
Pois separa o ato conjugal da abertura à vida
E pode, em certos casos, envolver a perda de um embrião já concebido























