

As posteriores edições protestantes foram impressas corrigindo essa sabotagem de Zuinglio, que foi inclusive denunciado por Lutero, pois Lutero levantou-se contra o tal dizendo: ” ’é’ não pode ser traduzido por "significa"”. (Uma Confissão a respeito da Ceia de Cristo - Von Abendmahl Christi, Bekenntnis WA 26, 261-509, LW 37. 151-372, PEC 287-296. - SASSE, H. Isto é o meu Corpo, p. 107).
Infelizmente, por causa do estrago causado pela falsificação de Zuinglio, a maioria dos protestantes continuam a ensinar erroneamente que o pão e o vinho consagrados, “significam” o corpo e sangue de Cristo. Sendo assim eles comem e bebem indignamente a própria condenação, como bem diz as Escrituras: “Examine-se, pois, a si mesmo o homem, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque aquele que o come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor." (1Cor 11, 28-29)
Na verdade quem se diz cristão, não pode fazer uma ceia religiosa fora do que Cristo ensinou. A igreja não é lanchonete.
"Se alguém tem fome, coma em casa. Assim vossas reuniões não vos atrairão a condenação. " (I Coríntios, 11,34)
1553 – Inventam a mentira que a Igreja proibiu a Bíblia: essa mentira dá conta que, o Papa Júlio III teria convocado três bispos que teriam optado por proibir a leitura da Bíblia visando “manter” a autoridade da Igreja. O autor desta farsa foi Pier Paolo Vergério (1498-1565), um protestante, grande inimigo da Igreja. O falsário na época, deu um jeito de colocar tal falsidade escrita dentro da Biblioteca Nacional de Paris, para dar-lhe ares de veracidade.
"Todos os cristãos devem ler a Bíblia com piedade e reverência, rezando para que o Espírito Santo, que inspirou as Escrituras, capacite-os a entendê-las... Os que puderem devem fazer uso da versão latina de São Jerônimo; mas os que não puderem e as pessoas simples, leigos ou do clero ... devem ler a versão alemã de que agora se dispõe, e, assim, armarem-se contra o inimigo de nossa salvação" (The publisher of the Cologne Bible [1480] ).
Bibliografia:
- Adolphe-Charles Siegfried, La Via et le travaux de Pierre-Paul Vergerio. Thése presentée [...] pou obtenir le grade de bachelier en théologie à la Faculté de théologie protestante de Strasbourg, Strasbourg, imprimerie de Vve Berger-Levrault, 1857
- Ugo Rozzo (a cura di), Pier Paolo Vergerio Il Giovane, um polemista attaterso l"Europa del Cinquecento, Atti del Convegnho intternazionale di studi, Forum Edizioni,2000.
Para confirmar de vez a mentira e a grave mutilação bíblica feita pelos protestantes, basta conferir os livros da Bíblia de Gutemberg, impressa antes da reforma protestante e quase um século antes do Concílio de Trento, pois os livros Tobias, Judite, 1 Macabeus, 2 Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico e Baruque que os protestantes arrancaram posteriormente estão lá. Este é o link direto, onde você pode ver digitalizados todos os livros da Bíblia de Gutenberg e seu catálogo: https://prodigi.bl.uk/treasures/gutenberg/search.asp
Você poderá também, visitar a Biblioteca Nacional – Sede: Av. Rio Branco, 319 – Rio de Janeiro – CEP 20040-009 – Tel.: 55 21 3095 3879.
1563 – Chamam “apócrifos” os livros sagrados que excluíram da Bíblia: essa manobra foi feita para justificar a exclusão dos sete livros: Tobias, Judithe, Sabedoria, I Macabeus, II Macabeus, Eclesiástico e Baruque, que contrariavam a recém criada religião protestante. Esses livros faziam parte da Bíblia Septuaginta usada pelos apóstolos, e vários destes foram encontrados integrando os escritos cristãos primitivos achados em 1947 no Mar Morto. Ao contrário do que dizem os protestantes, “Apócrifo” sempre significou: escritos de assunto sagrado não incluídos pela Igreja no Cânon das Escrituras autênticas e divinamente inspiradas. (Dicionário Enciclopédia. Encarta 99). Ou seja, “apócrifos” são os livros que ficaram fora do Cânon da Igreja Católica no século 4. Fica evidente que os protestantes para justificar esse atentado às Escrituras, simplesmente resolveram chamar de “apócrifos”, os Livros Sagrados que começaram a rejeitar no século 16. Recentemente, a SBB que publica as bíblias protestantes, contraditoriamente resolveu publicar a Septuaginta que contém os 7 livros que chamava de "apócrifos", e na propaganda de venda dessa bíblia confessou: "Esta tradução do Antigo Testamento foi utilizada em sinagogas de todas as regiões do Mediterrâneo e representou um instrumento fundamental nos esforços empreendidos pelos primeiros discípulos de Jesus na propagação dos ensinamentos de Deus.”
Ele valeu-se de traduções católicas em vários idiomas, como atesta o site protestante "Sal da Terra Luz do Mundo": “João Ferreira de Almeida lançou-se num enorme projecto: a tradução do Novo Testamento para o português usando como base parte dos Evangelhos e das Cartas do Novo Testamento em espanhol da tradução de Reyna Valera, 1569. Almeida usou também como fontes nessa tradução, as versões: Latina (de Beza), Francesa [Genebra, 1588] e Italiana [Diodati 1641] - todas elas traduzidas do grego e do hebraico. O trabalho foi concluído em menos de um ano quando Almeida tinha apenas 16 anos de idade.”
- Fonte: https://saldaterraeeluzdomundo.wordpress.com/2011/05/27/a-traducao-de-joao-ferreira-de-almeida/
Só em 1819 a bíblia completa de João Ferreira de Almeida foi publicada em um só volume pela primeira vez, com o título: “A Bíblia Sagrada, contendo o Novo e o Velho Testamentos, traduzida em português pelo Padre João Ferreira de Almeida, ministro pregador do Santo Evangelho em Batávia.(...)” .
Recentemente o apologista católico Oswaldo Garcia deu-se ao trabalho de verificar isso junto àquela biblioteca e recebeu a seguinte informação: "O texto que procurais é uma crítica em estilo satírico, dirigida ao Papado e publicada em 1553 com o título "Consilium quorumdam apiscoporum Bononiae Congregatorum quod de ratione stabiliendae Romanae Ecclesiae Iulio III P.M. datum est". O seu autor Pier Paolo Vergério (1498-1565) Bispo de Modruch, e, depois, de Capo d"Istria, aderiu posteriormente à reforma protestante em 1549 aproximadamente, põe em cena Bispos que prestam conselho ao Papa Júlio III sobre a maneira de restabelecer a autoridade pontifícia". Às pessoas que interpelam esta instituição a respeito da autenticidade do documento, a biblioteca tem respondido: "É impossível que tal documento seja obra de alguma autoridade da Igreja Católica." Por sugestão do Garcia, esta informação foi publicada na revista "Pergunte e Responderemos" de novembro/2006, n. 533.
A Igreja sempre estimou a Sagrada Escritura, juntamente com a Tradição apostólica, como fonte de fé. A leitura pública da Bíblia sempre foi usada na celebração dos Sacramentos; e, de modo especial na Eucaristia.
Aconteceu, porém, que algumas circunstâncias da história levaram algumas vezes as autoridades eclesiásticas a vigiar sobre o uso da Bíblia, especialmente na Idade Média.
A heresia dos Cátaros ou Albigenses, que, abusavam da Bíblia, obrigou os Padres dos concílios regionais de Tolosa (1229) e Tarragona (1234) a proibir provisoriamente aos cristãos leigos a leitura da Bíblia, para não serem enganados.
Por causa dos erros de J. Wicleff, o sínodo regional de Oxford (1408) proibiu as edições da S. Escritura que não tivessem aprovação eclesiástica porque os hereges deturpavam o texto sagrado.
Fica claro que a Igreja não proibiu a leitura da Bíblia, mas a leitura de edições deturpadas da Bíblia, como faz ainda hoje;
Estas medidas não visavam impedir a propagação da Bíblia. Por exemplo, na Alemanha, o primeiro livro impresso por Gutenberg foi a Bíblia em dois volumes (1453-1456). Até 1477 saíram cinco edições da Escritura em alemão; de 1477 a 1522, houve nove edições novas (sete em Augsburgo, uma em Nürenberg e uma em Estrasburgo); de 1470 a 1520 apareceram cem edições de “Plenários”, isto é, livros que continham as epístolas e os evangelhos de cada domingo. Isto bem mostra como a Igreja estava longe de querer, em circunstâncias normais da vida cristã, restringir o estudo da Bíblia.

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No séc. XVI, quando Lutero e os seus discípulos, fizeram da Escritura a “única fonte de fé”, donde tiravam suas inovações doutrinárias, os pastores da Igreja foram obrigados a tomar medidas necessárias para que o povo católico não fosse enganado pelas novas edições da bíblia protestante. Por exemplo, Lutero quando traduziu a Bíblia para o alemão, acrescentou várias palavras que não se encontravam no original grego, como, p.ex., em Rm 3,28, onde ele diz que o “homem é justificado somente pela fé”: a palavra somente não se encontra no original grego. Esta palavra foi acrescentada para fundamentar a sua causa… mas altera a Palavra de Deus.
Isto obrigou a Igreja católica a restringir o uso das versões bíblicas não autorizadas. Por isso, o Papa Pio IV, em 24 de março de 1564, na bula “Dominici gregis” (regra 4ª), determinou que o uso de traduções vernáculas da Sagrada Escritura ficava reservado aos fiéis que, a juízo do respectivo bispo ou de algum oficial com proveito, para a sua fé e piedade. Em Portugal, os reis católicos, fieis a Igreja, já haviam antecipadamente tomado essas medidas.
As restrições eram apenas para as traduções vernáculas, ficando o texto latino da Vulgata de uso livre para todos os fiéis. Não há dúvida, no séc. XVI, período de confusão religiosa e de inovações protestantes, mais ou menos subjetivas, a leitura da Bíblia podia constituir perigo para os fiéis não preparados.
Após esta fase os Papas voltaram a estimular a leitura da Bíblia. Pio VI (1775-1799) escreveu ao arcebispo A. Martini, editor de uma tradução italiana do texto bíblico, numa época em que os católicos ainda hesitavam sobre a oportunidade de tal obra:
“Vossa Excelência procede muito bem recomendado vivamente aos fiéis à leitura dos Livros Sagrados, pois são fontes particularmente ricas, às quais cada um deve ter acesso”.
S. Pio X (1903-1914) em carta ao cardeal Cassetta declarava:
“Nós, que tudo queremos instaurar em Cristo, desejamos com o máximo ardor que nossos filhos tomem o costume de ler os Evangelhos, não dizemos frequentemente, mas todos os dias, pois é principalmente por este livro que se aprende como tudo pode e deve ser instaurado no Cristo… O desejo universalmente esparso de ler o Evangelho, provocado por vosso zelo, deve ser secundado por Vós, na medida em que se aumentar o número dos respectivos exemplares. E Oxalá jamais sejam propalados sem sucesso! Tudo isso será útil para dissipar a opinião de que a Igreja se opõe à leitura da Escritura Sagrada em língua vernácula ou lhe suscita alguma dificuldade” (Revista PR, Nº 11, Ano 1958, Página 452).
Os Pontífices subsequentes, principalmente Bento XV e Pio XII, muito incentivaram o estudo científico da Bíblia como o uso da mesma na vida de piedade.
Prof. Felipe Aquino
Fonte: https://cleofas.com.br/e-verdade-que-a-igreja-proibiu-a-leitura-da-biblia/


































